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CONGRESSO BRASILEIRO DAS ENTIDADES DE NOTAS E REGISTROS
Pontos
Turísticos
Antiga
Faculdade de Medicina: primeira escola de
medicina do País, onde serviu como bedel o personagem Pedro
Arcanjo, de “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado.
Atualmente, está sendo restaurada pelo Governo do Estado e
a iniciativa privada.
Reúne três museus: Afro-Brasileiro (com acervo da arte
sacra africana, afro-brasileira, 27 painéis de Carybé
sobre os orixás e fotografias do antropólogo francês
Pierre Verger); Arqueologia e Etnologia (com pinturas,
objetos, fotos e urnas funerárias indígenas); e Memorial
de Medicina (com livros e teses sobre o tema).
| Associação
Comercial da Bahia: concluída na primeira
metade do século XIX, é uma das construções pioneiras de
estilo neoclássico da Bahia, com influência inglesa. Suas
quatro colunas, escadaria externa, decoração, compostas de
guirlandas, além de duas portadas em mármore, com inscrições
em memória de D. João VI, rei de Portugal, formam um
conjunto imponente, embelezando a praça Riachuelo. Os
amplos e luxuosos salões do prédio exibem uma valiosa
pinacoteca. |
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Fonte:
IPHAN,
Foto: E. Antunes |
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Câmara
dos Vereadores: construída em meados do século
XVII para abrigar a Câmara dos Homens Bons, ainda mantém
sua fachada original. No século XVIII, funcionava também
como cadeia da cidade. Parte do prédio já abrigou a
Prefeitura Municipal. Hoje, é a sede da Câmara dos
Vereadores.
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| Catedral
Basílica: construída no começo do século
XVIII, é o quarto templo do Colégio dos Jesuítas (a
primeira capela foi edificada em 1604). |
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Fonte: Colégio
Antônio Vieira
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Considerada a mais rica de
toda a arte barroca luso-brasileira, é revestida interna e
externamente em pedra de lioz, possui duas torres e abóbadas
em madeira no teto.
Na sua fachada, os nichos
sobre as portas da igreja apresentam imagens de três santos
jesuítas - Santo Inácio de Loyola, S. Francisco Xavier
(padroeiro de Salvador) e S. Francisco de Borja. No
interior, as talhas dos
altares contam a história da evolução dos estilos da
arquitetura na Bahia.
Numa das celas da Catedral
morreu, no dia 18 de julho de 1697, o padre Antônio Vieira
- cujos sermões o levaram à condenação pela Inquisição.
Entre as pedras tumulares, destaca-se a do terceiro
Governador-Geral do Brasil Mem de Sá. |
| O prédio abriga o
Museu da Catedral, com acervo de peças dos séculos XVI ao
XX, ourivesaria e prataria. Destaque para a tela de Nossa
Senhora de São Lucas e os altares dos Santos Mártires e
das Virgens Mártires provenientes da primitiva Igreja do
Colégio dos Jesuítas, ambos datados do século XVI. |
| Elevador
Lacerda: as quatros cabines do maior elevador público
do mundo interligam os 72 metros da praça Tomé de Souza,
na cidade alta, à praça Cairu, na cidade baixa. O
sobe-e-desce carrega 28 mil passageiros, dura 30 segundos. Inaugurado em 1873, foi planejado e construído
pelo comerciante Antônio Francisco de Lacerda. |
Fundação
Casa de Jorge Amado: inaugurada
em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões
situados no coração do Largo do Pelourinho.
O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor
o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus
quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado
(livros publicados em 60 países dos cinco continentes,
filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e
objetos relacionados a vida e às produções do escritor).
Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai. |
| Gabinete
Português de Leitura: fundado em 1863, com o
objetivo de divulgar a cultura lusitana da Bahia, foi
construído em 1917 por artífices portugueses, sendo o único
em estilo neomanuelino no estado. Na sua fachada, encontram se as estátuas do infante Dom
Henrique e de Luiz Vaz de Camões e, em dois medalhões, vêem-se
também as efígies de Pedro Álvares Cabral e Vasco da
Gama. |
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Fonte: Instituto
Camões
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| Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia:
foi
inaugurado em 2 de julho de 1923, por ocasião das comemorações
do centenário da Independência da Bahia. Abriga
preciosidades como uma biblioteca de 15 mil volumes,
pinacoteca com 168 telas, comendas e condecorações
significativas da história da Bahia e do Brasil. |
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Fonte: Obras
Sociais Irmã Dulce
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Memorial
Irmã Dulce: instalado no prédio das Obras
Sociais Irmã Dulce, reconstitui ambientes onde a freira
viveu e trabalhou para melhorar a qualidade de vida dos
carentes através de registros como cartas, fotos, honrarias
e objetos pessoais. |
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Mercado
Modelo: a construção de 1861, localizada na
Praça Cayru, apresenta uma rotunda ao fundo, onde atracavam
os navios para descarregar mercadorias na Alfândega, ocupação
do prédio na época. O mercado passou a funcionar no prédio
em 1971 e, 13 anos depois, pegou fogo e foi reformado.
Hoje, tem 259 boxes com o que
há de melhor em termos de artesanato nordestino (batas,
toalhas de renda, redes, balangandãs e patuás), dois
restaurantes (Camafeu de Oxóssi e Maria de São Pedro), além
de bares com bebidas típicas e tira-gosto. A rotunda, por
sua vez, passou a funcionar como palco de rodas de capoeira
e apresentações de cantadores e repentistas.
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| Museu
Abelardo Rodrigues: inaugurado em 5 de junho de
1981, no andar nobre do Solar do Ferrão (construção de
1701), guarda a mais valiosa coleção de arte sacra
particular do Brasil. São 808 trabalhos de arte erudita e
popular dos séculos XVI ao XIX - entre imagens, pinturas,
oratórios, altares, crucifixos e fragmentos de talha –
expostos numa área de 536 m2. As peças pertenciam ao
colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues e foram
compradas pelo Governo do Estado. Website: http://www.museuabelardorodrigues.ba.gov.br |
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Divulgação: Bahiatursa
- Foto: Aristides Alves
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Divulgação: Bahiatursa
- Foto: Aristides Alves
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Museu
Carlos Costa Pinto: a coleção particular de
Carlos Costa Pinto deu origem a 23 salas de exposição de
arte decorativa e pintura dos séculos XVII ao XIX.
O acervo de, aproximadamente, 3.200 peças, reúne
expressiva coleção de prataria, ourivesaria, porcelana
chinesa e européia, cristais, mobiliário, pinturas (em
especial as de Alberto Valença e Presciliano Silva) e
trabalhos em marfim, opalina, bronze e laca chinesa. As jóias
de ouro e a coleção de 27 balangandãs de prata são as peças
mais preciosas de todo o acervo. Website: http://www.museucostapinto.com.br |
| Museu
Casa do Benin: inaugurado no dia 6 de maio de
1988, resultou do proveitoso intercâmbio mantido entre a
Bahia e o país africano Benin, através da cidade de
Cotonou. Pertencente à Fundação Gregório de Mattos, tem
exterior colonial e interior concebido pela arquiteta Lina
Bo Bardi. O acervo apresenta peças da arte popular de
Cotonou, República Popular do Benin, e exposições temporárias
de artistas locais. |
| Museu
da Cidade: instalado num dos mais belos casarões
do Pelourinho, foi inaugurado a 5 de julho de 1973. Ligado
à Fundação Gregório de Mattos, reúne, no seu acervo,
bonecas tradicionais da Bahia, esculturas, tapeçarias, cerâmica,
pano-de-costa, ex-votos e terços, além de coleções de
imagens de orixá em tamanho natural e de peças de uso
pessoal do poeta Castro Alves. |
Museu
de Arte da Bahia: o mais antigo museu do
Estado, fundado em 1918, funciona hoje no Solar Cerqueira
Lima. Destacam-se em seu acervo não só a pintura de
mestres baianos e das escolas estrangeiras dos séculos
XVIII e XIX, mas também as artes decorativas do mesmo período,
representadas por peças do mobiliário baiano, porcelanas
orientais e européias, cristais e pratarias.
Website: http://www.funceb.ba.gov.br/mab |
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Divulgação: Fundação
Cultural do Estado da Bahia
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| Museu
Geológico: criado em 1975, seu acervo consta de
2.500 amostras catalogadas de minerais, rochas e fósseis,
80 objetos sobre a técnica rudimentar de ourivesaria e
mineração, além da rica documentação de caráter histórico-científico.
Destaque para a coleção de quartzos (principal mineral de
exportação da Bahia). |
| Museu
Tempostal: resultante da coleção de Antônio
Marcelino, seu fundador, tem como acervo 30 mil postais e
fotografias, onde o mundo é revisto nas mais diversas épocas
e nos mais variados aspectos. Destaque para a série Belle
Époque, com postais bordados, aquarelados, adornados com
pedrarias, plumas e cabelo humano. Website:http://www.funceb.ba.gov.br/dimus/mte |
| Palácio
Rio Branco: construído inicialmente de taipa e
barro, serviu para abrigar, em 1549, o governador-geral do
Brasil, Tomé de Sousa, e o centro de administração do
reino de Portugal.
Chamado então de Casa do
Governo, passou também a funcionar como quartel e prisão,
esteve envolvido em motins populares, foi sede da República
Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres,
serviu de residência provisória a D. Pedro II e sofreu incêndios
e bombardeios como o de 1912, que tornaram necessária a sua
reconstrução.
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Divulgação: Bahiatursa
- Foto: Jotafreitas
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Reinaugurado em 1919 –
quando ganhou o nome de Palácio Rio Branco -, permaneceu
como centro de decisões do Estado até 1979. Durante os
quatro anos seguintes, abrigou a administração da
Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede
do órgão estadual de turismo.
Em 1983, o palácio estava
totalmente degradado em função da falta de manutenção e,
no ano seguinte, decide-se fazer uma restauração completa
do prédio.
Hoje, abriga a Fundação
Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o
Memorial dos Governadores. Neste último local, o visitante
pode conhecer personagens que construíram a história
republicana e visitar o salão de espelhos, cujo acesso é
através de uma escadaria de ferro e cristal procedente da
França, e ainda ver, na sala que evoca Pompéia, um Mural
das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo escondido
sob repinturas. Website: http://www.segov.ba.gov.br/sgv_residencia.htm |
| Pelourinho:
Principal ponto turístico de Salvador, abriga vielas íngremes,
com igrejas, museus e alguns dos mais badalados bares e
museus da cidade. Foi considerado pela Unesco Patrimônio da
Humanidade. São mais de 800 casarões dos séculos XVII e
XVIII. O nome do bairro faz referência às colunas onde os
negros eram açoitados em praça pública. |
| Ponta
de Humaitá: Com cenários naturais e históricos,
é um dos locais mais bonitos da Cidade Baixa. Não deixe de
visitar a igrejinha, o convento e o farol, de onde se vê a
Baía de Todos os Santos de um dos ângulos mais favoráveis,
especialmente ao pôr-do-sol. |
| Praça
Castro Alves: a praça batizada em nome do
poeta Antônio de Castro Alves é palco e coração do
Carnaval de Salvador, maior manifestação popular do
Brasil. O monumento do escultor italiano Pasquale Di Chirico,
feita em bronze e granito, imortaliza o poeta em atitude de
declamação. |
| Praça
Cayru: praça que abriga o monumento ao
Visconde de Cayru, inaugurado em 1932, e que representa a
figura de José da Silva Lisboa, o político baiano que
exerceu grande influência ao príncipe regente D. João
para que fossem abertos os portos brasileiros às nações
amigas. |
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Reprodução -
Praça da Piedade - 1800
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Praça
da Piedade: consolidada na segunda metade do século
XVII, passou por diversas reformas e participou de
importantes momentos da história. A primeira modificação
no projeto inicial aconteceu quando a praça, com mais de
cem anos de existência, teve seu terreno aplainado.
Em 1870, recebeu obras de
infra estrutura e os trilhos dos bondes puxados a burro, que
faziam as linhas Vitória-Piedade e Piedade-Largo do Teatro
(Praça Castro Alves).
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Em 1891, criou-se o Jardim da
Piedade e, quatro anos mais tarde, colocou-se a grade que
protegia a praça de atos depredatórios e os quatro
canteiros contornados por árvores.
A construção da Avenida
Sete de Setembro (então chamada de Avenida do Estado), porém,
mudou o traçado e reduziu as dimensões da praça, que, em
1917, viu nascer a sede do Gabinete Português de Leitura e
a Igreja Nova de São Pedro. Pouco mais tarde, recebeu um
novo projeto de ajardinamento e arborização, sem o antigo
gradil.
Em 1931, a Piedade ainda teve
o chafariz substituído por uma fonte luminosa importada da
França e ganhou novos prédios. Passados mais de 300 anos,
a Praça da Piedade – inserida no atual projeto de
recuperação de espaços públicos da cidade – sofreu
mais uma reforma e recebeu nova roupagem: a fonte luminosa e
demais monumentos foram totalmente recuperados, o local
ganhou bancos e piso moderno de granito, um inédito sistema
de irrigação informatizado e iluminação cênica.
Além disso, um belo gradil
de 250 metros - obra do renomado artista plástico Caribé
– cercou os seus canteiros com motivos regionais e
pitorescos. Os quatro portões que dão acesso à praça
receberam os nomes dos mártires da Conjuração Baiana,
que, em novembro de 1799, foram enforcados, esquartejados e
expostos neste mesmo local. |
| Praça
da Sé: local onde, a partir de 1553, foi
erguida a velha Sé da Bahia, um dos mais suntuosos templos
das Américas na época.
No século XVII, a igreja
serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em
1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João
VI e da comitiva real a Salvador. A igreja teve sua condição
de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua
importância histórica continuou até seus últimos dias.
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Divulgação: Bahiatursa
- Foto: Marisa Vianna |
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Em 1933, a igreja foi
demolida para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia
Linhas Circular de Carris da Bahia. Com isso, a praça
passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé (instalações
de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos
os Santos).
Após a inauguração do
Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se. Dezessete
anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça
ganha um a nova perspectiva de belvedere, o monumento à
demolição da Sé – a Cruz Caída, de autoria de Mário
Cravo -, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do
monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, iluminação cênica
e sonorização.
Além disso, seguiu-se uma
escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a
qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos,
cujo resgate de objetos e ossos está sendo conduzido por
uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA. |
| Ribeira:
A vida noturna da Ribeira é animada nos diversos bares que
oferecem deliciosos quitutes, boa música e um ambiente
romântico. Fica às margens da Baía de Todos os Santos. |

Divulgação: Bahiatursa
- Foto: Francisco Diniz |
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Forte
de São Marcelo: Reconstruído em alvenaria em
1624. Depois da invasão holandesa, sua constituição em
formato triangular feita de madeira foi substituída pela
forma circular em alvenaria de pedra, para proteger o centro
da cidade dos ataques estrangeiros pelo mar. No início do século
XIX, serviu como prisão política e recolheu o líder
farroupilha Bento Gonçalves e os rebeldes da Sabinada. |
| Solar
do Ferrão: situada nas proximidades do Largo
do Pelourinho, a construção de 5.000 m2 guarda características
da segunda metade do século XVII. Em 1756, os Jesuítas
instalaram um Seminário no prédio, que no mesmo século
tornou-se propriedade da família Ferrão. Daí em diante
funcionou como residência de famílias nobres, teatro e
sede do Centro Operário. Em 1977, foi adquirido pela Fundação
do Patrimônio Artístico e Cultural (atual IPAC), que
depois da reforma instalou aí a sua sede administrativa. |
| Solar
do Unhão: localizado em um sítio histórico
do século XVI, era na sua origem um complexo
agro-industrial de produção de açúcar e possuía casa
grande e capela.
Até meados do século XVIII,
teve seu período áureo, quando a casa-grande ganhou feições
mais requintadas e o complexo recebeu painéis de azulejo
português, chafariz e a capela de Nossa Senhora da Conceição.
Com a crise da cultura açucareira,
o solar foi arrendado e passou a assistir a um grande
processo de degradação. Ainda na década de 40, foi
tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional, sendo posteriormente adquirido e restaurado pelo
Governo do Estado da Bahia, através do trabalho da
arquiteta Lina Bo Bardi.
Desde 1969, sedia o Museu de
Arte Moderna e suas oito salas de exposição, teatro-auditório,
sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados. O
representativo acervo de arte contemporânea é formado por
pinturas, gravuras, fotografias, desenhos, serigrafia, tapeçarias
e esculturas de nomes como Tarsila do Amaral, Cândido
Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem
Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo e Sante
Scaldaferri, totalizando cerca de mil obras dos mais
destacados artistas plásticos brasileiros.
Numa área que também faz
parte do complexo do Solar do Unhão está localizado o
Parque das Esculturas, um museu a céu aberto em uma encosta
abrupta, sob os arcos da Avenida do Contorno, que tem a
vegetação como manto de recobrimento do solo. No parque,
encontram-se obras de nomes como Bel Borba, Carybé, Chico
Liberato, Emanoel Araújo, Fernando Coelho, Juarez Paraíso,
Mário Cravo Júnior, Mestre Didi, Sante Scaldaferri, Siron
Franco, Tati Moreno e Vauluizo Bezerra.
O espaço é cercado por um
gradil - última obra executada por Carybé em vida - feito
especialmente para o local. O artista plástico também
assina o projeto de um painel de concreto, localizado na
parte final do jardim e do portal de entrada, todo em ferro
e com desenhos de animais e frutas, representando o sol e símbolos
do acarajé.
O parque ainda conta com um
salão de exposições fechado de 200m2, com sistema
especial de iluminação e climatização e com um acervo do
falecido artista plástico Rubem Valentim. |
| Terreiro
de Jesus: A praça XV de Novembro, mais
conhecida como Terreiro de Jesus por causa da Igreja dos
Jesuítas (atual Catedral Basílica), mantém características
urbanas dos séculos passados. Sobrados ricamente adornados
e três igrejas testemunham a época áurea em que Salvador
foi capital da colônia. No centro da praça, um chafariz de
origem francesa (1855), todo em ferro fundido, representa a
deusa Ceres, da agricultura.
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